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Aviação Portuguesa - Blogue

A todos os mecânicos de avião do mundo... Ao meu curso: Novembro de 1953

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Acrobacias de helicóptero

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Falando de helicópteros - Máquinas Voadoras

Com o primeiro chegado à Base Aérea 6 em Junho de 57 e os outros dois em Janeiro do ano seguinte, no princípio com dois, depois com três, quatro e até cinco pilotos, até 1961 os três Alouette II nunca mais pararam.
Embora dentro do razoável nunca ouvi falar em deixar de voar por falta de combustível, de horas de voo, dessas misérias do Século XXI.
Nós sabíamos tudo o que era proibido e facilitado.
Embora as zonas de treino fossem bem recomendadas e a vadiagem e os abusos punidos, era tão comum aterrar numa quinta da baixa de Palmela e sair de lá carregado de melões, como passar uma hora numa praia fora das vistas, como ir provar a água-pé a casa de um amigo.
Era treino.
A sério, tão logo estávamos num festival em Braga, como a transportar altas individualidades, como no Estádio Nacional num jogo internacional da equipa militar portuguesa com uma congénere estrangeira.
Era treino. Os nossos pilotos voavam. Se voavam, tinham-no com fartura.
Voei de helicóptero mais doze anos depois de 1960. Ainda não vi ninguém tirar mais desempenho de um helicóptero do que esses pilotos de então.
Sem servo-comandos. (Os três primeiros helicópteros Alouette II da Força Força Aérea Portuguesa não tinham servo-comando).

Para terem uma ideia, tentem pilotar um Alouette III com o servo-comando desligado. Mas muito cuidado!!!... é perigosíssimo...

Aniceto Carvalho