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Aviação Portuguesa - Blogue

A todos os mecânicos de avião do mundo... Ao meu curso: Novembro de 1953

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A todos os mecânicos de avião do mundo... Ao meu curso: Novembro de 1953

Preito a um aviador

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Rui Jofre Soares Dias Ferreira

Piloto Aviador da Força Aérea

(Preito de Elsa Dias Ferreira à  memória do seu pai).

Nasceu, a 21 de Junho de 1942, em São Lourenço, Portalegre, onde passou a infância. Aos 18 anos ingressou na Força Aérea Portuguesa onde completou o curso elementar de pilotagem, em Aveiro, passou por Sintra e foi colocado na BA3, de Tancos, em Maio de 1962.

Em 1964, foi destacado para Angola, com a patente de Furriel.

Em Luanda, na Base Aérea 9 pilotou uns aviões bombardeiros bimotores que, afirmava, "tossiam por todos os lados", os PV-2. Também lá tirou o curso de helicópteros e foi um dos pioneiros do Curso de Pára-quedismo Civil, o primeiro curso em território português, em 1965, chegando mesmo a ser o vencedor do 1º. Torneio de Pára-quedismo desportivo em Angola.

Durante a guerra, era dos pouco que arriscava voar à noite para evacuar os feridos na mata, o que o fez salvar algumas vidas. Uma vez, vários anos após a guerra, enquanto passeava nas ruas de Lisboa, um homem aproximou-se dele e abraçou-o, mas ao perceber o desconforto o homem disse: então não se lembra de mim? Você salvou-me a vida em Angola.

De volta a Tancos, em 1967 leu num panfleto que a banda filarmónica de Portalegre ia actuar numa festa nas Limeiras e decidiu ir lá matar saudades. Nesse dia em que actuava também a acordeonista de Constância Tina Pereira e ali se conheceram.

Casaram, na Igreja Matriz de Constância, a 27 de Julho de 1968.

Regressou a Angola mas, em 1970, estava em Portugal para o nascimento da primeira filha, Elsa Dias Ferreira. Tendo regressado a Angola, com a família, de seguida.

Em 1974, foi promovido a oficial. Devido a vários actos de coragem  foi condecorado com a Cruz de Guerra de 1ª.  Classe pelo General Spí­nola.

Nesse mesmo ano, deu-se a revolução do 25 de Abril.

No dia em que fazia 32 anos, nasceu, em Tomar, a segunda filha, Sara Dias Ferreira.
Em 1975, fundou o Clube Estrela Verde de Constância, sendo seu dirigente durante 10 anos.

E foi um dos fundadores do esquadrão acrobático de helicópteros, Alouette 3, "Rotores de Portugal". Começaram com apenas dois helicópteros, Al3, e em 93/94 passam a ter três.

Em 1983, na época de verão, ano em que combatia incêndios na Sertã, salvou diversos bombeiros, incluindo o comandante, ao resgatá-los, com o helicóptero do meio das chamas.

Por esse feito recebeu uma alta condecoração, a Medalha de Ouro por Serviços Distintos, pela Liga dos Bombeiros Portugueses.

Em 1984, ao fim de 26 anos de serviço em que desempenhou funções como Comandante de Esquadra, Oficial de Operações de Esquadra e Oficial de Operaações de Grupo Operacional, entrou na reserva territorial, mas continuou a pilotar helicópteros no combate a incêndios. Emigrou depois para Angola onde desempenhou funções como Piloto Chefe na Diamang, Director de Instrução da Forçaa Aérea Angolana, Director de Operações de Voo na Acro-norte.

Nos anos 90 integrou um livro da Câmara Municipal de Constância de poetas populares.

Em 1993 entrou na Universidade Internacional de Abrantes para tirar o curso de gestão. Faleceu a 21 Abril de 1999, com 56 anos, num acidente de aviaação em S. João da Madeira.

Está enterrado no cemitério de Portalegre, terra que o viu nascer.

(Elsa Jofre Ferreira) 

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