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Aviação Portuguesa - Blogue

A todos os mecânicos de avião do mundo... Ao meu curso: Novembro de 1953

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A todos os mecânicos de avião do mundo... Ao meu curso: Novembro de 1953

Preito ao Capelão Pires de Campos

VALE MAIS EXPERIMENTA-LO…

Quando o capelão, Pires de Campos chegou à Base Aérea 6 em 1955, era um rapazote de pouco mais de vinte anos, dois ou três mais velho do que a maior parte dos cabíssimos como eu, quase todos do meu curso.

Além de parecer ainda mais jovem do que era, o capelão era também um tipo extremamente simpático, um camarada, um amigo que, não demorou muito a ultrapassar a especificidade das funções porque ali estava.

Embora para os acéfalos da época, e posteriores, Portugal fosse então a terra dos três “F”, Fado, Fátima e Futebol, em instalações desportivas e religiosas, a Base Aérea 6, uma unidade moderna acabada de estrear, tinha um pequeno recinto de basquetebol em terra batida e nada mais.

Habilidade contudo, é fazer a obra sem a melhor ferramenta. Foi o que fez o capelão Pires de Campos: “Negociou” com o clube de especialistas e instalou lá a Casa do Senhor, criou um grupo coral, um outro de seguidores da conferência de São Vicente de Paulo, dava aulas de inglês, no treze de Maio a seguir tinha com ele a “igreja da Base Aérea 6” numa peregrinação ao Santuário de Fátima... Fora disso, as reuniões informais à porta do refeitório ou das camaratas nos fins de tarde de Verão, entre o jantar e a cama, onde se falava de tudo menos de religião, eram intermináveis.

Mais por influência da minha avó paterna eu era de formação católica.

Tinha feito a primeira e segunda comunhão, embora tivesse andado dez anos afastado, seguir o Capelão Pires de Campos era para mim uma boa maneira de aproveitar o tempo com o qual não perdia nada.

E não perdi mesmo.

Continua: - Preito ao capelão Pires de Campos

Aniceto Carvalho